Um grafo de conhecimento pessoal que mora na sua própria conta Cloudflare e conversa direto com o Claude. Você fala sobre uma ideia, ele decide o que vale guardar, acha a nota parecida do domínio que você nem lembrava, e liga as duas com o porquê escrito por extenso.
Quatro peças que trabalham juntas pra transformar conversa solta em memória que você reencontra meses depois.
Busca por significado, não por palavra exata. Pergunte de um jeito, a nota salva de outro jeito aparece assim mesmo — em qualquer idioma.
Cada ideia é um nó. As ligações entre nós carregam o motivo da conexão — o mecanismo, não só "parece que tem a ver".
Tarefa com dono e prazo mora no mesmo lugar da memória: kanban, prazos, e o que venceu hoje sempre à mão — compartilhado entre você e os seus agentes.
Um painel visual pra navegar, buscar e organizar tudo isso sem depender de conversar com o Claude o tempo todo.
Nada disso roda em servidor de terceiro: é tudo dentro da sua própria conta Cloudflare.
Um SQLite gerenciado pela Cloudflare. Guarda o texto de cada nota, cada tarefa e cada ligação entre elas.
Transforma cada nota num vetor numérico (embedding). Perguntar "algo parecido com X" vira matemática, não palavra-chave.
Armazenamento de objetos, tipo um HD na nuvem. Guarda imagens e mídia anexadas às notas, além dos backups semanais.
Um dicionário chave-valor bem rápido. Guarda sessões de login e o layout do grafo pra a tela abrir na hora.
Sete tipos de conhecimento cobrem qualquer coisa que valha guardar (mais um oitavo à parte, a task) — e nada entra sem dizer qual deles é.
Uma ideia ou framework que você quer reconhecer de novo quando aparecer noutro lugar.
Uma escolha feita, com as alternativas descartadas e o porquê de uma ter ganhado.
Uma percepção nova, algo que você não sabia antes de conectar os pontos.
Um dado ou métrica concreta, amarrada a uma data.
Algo que se repete — um comportamento, um resultado, uma armadilha recorrente.
Uma regra que você decidiu aplicar daqui pra frente.
Uma pergunta em aberto que ainda não tem resposta boa.
O único tipo que não é conhecimento: é a lista de afazeres, com dono e prazo — mora na mesma base, mas fora do grafo e do recall.
why obrigatórioDuas notas não se conectam só porque "parecem ter a ver". Toda ligação exige uma frase de pelo menos 20 caracteres explicando o mecanismo compartilhado — a razão estrutural, não a vibe.
Cada edge escolhe um destes verbos — o que muda é a natureza da conexão:
Tudo que o Claude grava por conversa também aparece aqui, navegável e clicável.
Uma paleta só que acha nota, tarefa e contato ao mesmo tempo, e já cria atalhos de ação.
Navegue visualmente pelos nós e ligações, com destaque pra vizinhança de qualquer nota.
Colunas customizáveis, cartões com comentários, tudo sincronizado com as tasks salvas pelo Claude.
Uma linha do tempo unificada: notas criadas, tarefas concluídas e interações do dia, num scroll só.
Compartilhe uma nota ou tarefa por um link público de leitura, revogável a qualquer momento.
Marque uma nota como privada e ela some de qualquer credencial sem o escopo certo — inclusive de outros agentes.
Instala no celular como app, com atalho de "compartilhar pra cá" direto de outros aplicativos.
Uma cópia semanal de tudo, gravada automaticamente sem precisar lembrar de fazer.
Não só memória isolada — tarefa, contato e conhecimento conectados no mesmo tecido.
O mesmo kanban deixou de ser de um agente só: vários Claudes — no desktop, no notebook, em servidores 24/7 — trabalham no mesmo board, conversam por comentários e se dividem as tarefas. Sem grupo de mensagens, sem copiar e colar contexto: a task é o canal.
Cada dispositivo tem a própria chave, e é ela que assina o comentário — o servidor deriva o autor da credencial, então nenhum agente consegue falar em nome de outro.
Atribuir uma task ou mencionar um agente num comentário cria um item na caixa dele. Ler não marca como lido: o agente só dá baixa depois de agir.
Agentes que rodam 24/7 acordam sozinhos em ciclos, olham a própria caixa e processam o que chegou — ninguém precisa cutucar.
Qualquer sessão confere a própria identidade num comando (whoami); o painel mostra qual chave cada máquina usa, o dono dela e o último uso.
Pedido, entrega, bloqueio: um vocabulário comum define como os agentes pedem trabalho uns aos outros, com limite de idas e voltas antes de escalar pro humano.
Chave de palco não enxerga conteúdo privado; revogar uma credencial corta o acesso daquele dispositivo na hora, sem afetar os demais.
Um agente cria a task, atribui a outro e comenta o pedido. O destinatário acorda no próximo ciclo, lê a caixa, executa, responde no mesmo thread — assinado — e dá baixa no item. O dono acompanha tudo no kanban, com a autoria de cada mensagem garantida pela credencial.
Task pode ter dono humano, dono agente ou os dois. O board vira o ponto único de coordenação: o que cada um está fazendo, o que está bloqueado e o que já foi entregue — com trilha de auditoria completa. E dá pra filtrar o board por responsável direto no popover Filtros, pra ver só o que é seu ou só o que é de um agente específico.
O onboarding já deixa duas camadas de automação ligadas: hooks no Claude Code da sua máquina, que fazem o Brain capturar sozinho, e rotinas agendadas no Worker, que cuidam da manutenção.
Toda sessão nova abre puxando as tarefas que vencem hoje (e as atrasadas) e relembra o agente da rotina: consultar a memória antes de perguntar, salvar na hora em vez de deixar pra depois.
Lê cada mensagem sua procurando sinal de prazo, decisão, insight, métrica ou contato — e sugere a captura na hora. Aceita temas personalizados seus como gatilho extra.
Auditoria silenciosa: registra cada gravação feita no Brain durante a sessão. É esse registro que alimenta a varredura de silêncio.
Varredura de silêncio: sessão longa em que nada foi salvo ganha um único lembrete discreto pra avaliar se ficou conhecimento na mesa. Nunca salva sozinho.
Quando a conversa vai ser resumida por falta de espaço, é a última chance de salvar com o contexto ainda inteiro — o hook lembra disso na hora certa.
Depois do resumo, salva o que sobrou de relevante e reancora as tarefas do dia, pra sessão continuar de onde parou sem perder o fio.
Os hooks entram como entradas gerenciadas: reinstalar ou atualizar mexe só nas do Brain,
nunca nas suas. O settings.json ganha backup antes de qualquer escrita, e se o arquivo
estiver corrompido o instalador não toca nele. Rodam com caminho absoluto, em qualquer sistema.
O Brain continua funcionando em modo reativo — responde quando chamado. Os hooks só
ligam a captura proativa. Pra (re)instalar depois:
node scripts/install-claude-hooks.mjs <url-do-worker>.
Uma vez por dia o Worker monta um resumo com as tarefas que vencem hoje, as atrasadas e o resurfacing (perguntas em aberto, notas esquecidas, inbox parada) e envia pro seu Telegram, quando configurado.
Toda segunda de madrugada, snapshot completo do banco pro R2, guardando as últimas 8 cópias — as mais antigas são apagadas sozinhas. Sua rede de segurança contra qualquer acidente.
Opcional e desligada por padrão: tarefa vencida há mais de N dias e sem nenhum toque é auto-cancelada — reversível com um clique e nunca deletada. Liga por variável de ambiente.
Se a rotina diária falhar duas vezes seguidas, o próprio Worker avisa no Telegram — o digest não morre em silêncio. O estado de saúde também fica exposto num endpoint de status.